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VEJA AS FOTOS DA PEREGRINAÇÃO DE PODER PARA MACHU PICCHU, PERÚ - 2007
Salve preciosa alma, Jaya Ahow!
A Peregrinação de Poder nos Andes, é uma jornada profunda, que visa despertar no homem a "Visão do Cóndor". Para os andinos, o Cóndor é tido como o Deus das Alturas, o Guardião do Mundo de Cima. Todo ano recorremos para os Andes para se conectar com a energia deste animal alado, e assim, desenvolver sua medicina. A busca inicia-se em locais sagrados nos Andes, começando por Tiwanaku, seguindo até Copacabana e mergulhando na energia da Isla del Sol, visita a montanha sagrada de Chacaltaya, Cuzco, Pisaq, e finalmente Machu Picchu, no Perú. Em cada local visitado sentiremos energias distintas, porém, uniformes, o que proporcionará compreendermos os diferentes métodos ritualísticos e energéticos praticados pelos incas e tiwanakus.
A seguir, encontra-se o roteiro seguido durante nossa última Peregrinação de Poder nos Andes, entre 09 à 20.Dezembro.2007:
09/12/2007
Partimos do Aeroporto Internacional de Guarulhos às 19h, no vôo 7460 da Gol para Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, fazendo conexão em Campo Grande. Chegamos em Santa Cruz de La Sierra por volta das 23:30h. Tivemos que esperar no aeroporto até às 7h. da manhã do dia 10/12/2007, para então pegarmos o vôo 101 da Aerosur para a cidade de La Paz.
10/12/2007
Chegamos em La Paz às 9h. e fomos direto para o Hostal Copacabana, situado da Calle Illampu, 734, bem no centro da cidade, mesmo cansados e após deixarmos as bagagens no hostal, já saímos para uma breve apresentação de alguns pontos importantes de La Paz, cidade montanhosa e fresca. Passamos pela Calle Linares, duas quadras do hostal, onde se encontra o Mercado de las Brujas (Mercado das Bruxas), muito rico em artesanatos, instrumentos e roupas andinas. Depois seguimos para a Igreja de San Francisco, para agradecermos e saudarmos os espíritos e à egrégora dos Andes. Almoçamos e voltamos para o hostal, para repor as energias e descansar bastante, pois no dia seguinte, a cidade sagrada de Tiwanaku nos esperava.
11/12/2207
Para nós o dia começou muito cedo, acordamos, fizemos nossas orações e meditações iniciais, e às 7h partimos para a cidade sagrada de Tiwanaku, duas horas e meia de La Paz. Ao chegarmos em Tiwanaku, fomos direto para a Puerta del Sol, onde realizamos nossa primeira cerimônia, o Ritual do Cachimbo Sagrado, ministrado pela bebida sagrada dos xamãs, a Ayahuasca, planta mestra professora que permite a conexão direta com o Cóndor. Esta cerimônia marcou a entrada nos Andes, onde pedimos permissão mais uma vez aos espíritos ancestrais dos Andes para nos orientar a despertarmos a "Visão do Cóndor". Tiwanaku foi uma civilização pré-incaica, que viveu nos Andes séculos antes da civilização Inca. Toda a espiritualidade vivida pelos guerreiros incas tinha como base, a sabedoria espiritual deixada pelos seus ancestrais, os tiwanakus que viveram em toda a região de La Paz, desde a montanha sagrada Illampu até o lago sagrado, Titikaka. A cerimônia foi muito forte, oramos sob a direção do espírito do Tabaco, através da Pipa Sagrada, cantamos e agrademos a Pachamama, a Viracocha, aos deus Tumi, e ao espírito do Cóndor que me guia, e a todos os espíritos ancestrais que certamente nos guiava e participava da cerimônia. Agradecíamos pela razão de estarmos ali, conforme o programado, naquela hora, naquele espaço, naquele lugar. Ao celebrarmos a Ayahuasca, de imediato o espírito do Cóndor se apresentou, após algumas invocações de poder. E assim, o espírito do Cóndor nos apresentou sua medicina, sabedoria e visão. Nos levantamos e caminhamos em beleza, orientados pelo Cóndor visitamos pontos de poder, sob as ruínas de Tiwanaku, muitos espíritos, elementais e devas, se apresentaram. Em cada ponto de poder da cidade sagrada parávamos por alguns instantes para recebermos os aprendizados, foram momentos muitos profundos, vividos intensamente e espiritualmente, só estando lá mesmo para compreender, nosso meio de comunicação humano é demasiadamente limitado para expressarmos o que nos foi apresentado, um presente da Pachamama.
Fechamos o círculo de poder desta cerimônia sagrada e retornamos para La Paz. Chegamos por volta das 15:30h, ainda deu tempo de almoçar e descansar um pouco, pois afinal, tínhamos gastado muita energia na visita a Tiwanaku.
12/12/2007
Acordamos cedo mais um vez e partimos às 9h para Copacabana. A viajem de ônibus nesta época do ano, permite visualizar cenários paradisíacos, fica fácil visualizar as cordilheiras com suas montanhas nevadas, paralizadas, atrás do lago Titikaka. As montanhas são muito sagradas para os andinos, e os xamãs e curandeiros locais trabalham muito com a energia dos Achachilas, espíritos das montanhas. No caminho atravessamos uma balsa, para passarnos para Copacabana, cidade boliviana que margeia o lago sagrado. Chegamos em Copacabana às 12:30h, restando tempo mais do que suficiente para almoçarmos uma deliciosa "trucha", um pescado muito saboroso que vive no lago. Na cidade existem diversos restaurantes e até mesmo uma avenida que de certa forma lembra o bairro carioca, Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, bem menor e menos movimentada. Em seguida saímos em uma embarcação em direção a "Isla del Sol", local de muito poder, sob o lago Titikaka, lá encontraríamos um grande mestre curandeiro Aymará, Dom Faustino. Depois de uma hora e meia, chegamos ao ponto sul da ilha, onde possui diversos alojamentos, hostais e restaurantes, porém, só é possível saborear este local sagrado do alto da ilha, depois de levarmos nossa pesada mochila por mais de 400m de subida. Mas valeu a pena, pois de cima é possível visualizar toda a ilha, o vilarejo do ponto norte, o lado da Bolivia e o lado do Perú, cercado pelas montanhas sagradas da cordilheira dos Andes. A Isla del Sol possui dois vilarejos, um que vive no lado sul e outro no lado norte. As pessoas que vivem na ilha são Aymarás, outra civilização que se desenvolveu depois de Tiwanaku, ao lado dos Incas, os Aymarás estão mais concentrados na Bolivia, porém, habitam atualmente o Norte do Chile e da Argentina, assim como o Perú e parte da Floresta Amazônica. É um povo que ainda vive os costumes deixados por seus ancestrais, entre eles é possível encontrar pessoas de mais de 170 anos de idade. Do lado da Isla del Sol é possível visualizar a Isla de la Luna, outro local muito sagrado, que servia de palco para Cerimônias Sagradas decidadas à Avó Lua. Ficamos alojados em um hostal bem simples, porém, aconchegante, chamado Hostal Inka-Marti, bem no topo da ilha. Deixamos a bagagem e já saímos para meditar mais um pouco e pitar um cachimbo, sob o panorama das montanhas sagradas do Andes, sob o avermelhado pôr do sol andino. Jantamos em um agradável restaurante e dormimos.
13/12/2007
Despertamos às 6h da manhã, e fomos direto para a casa do curandeiro Aymará Dom Faustino, principal curandeiro da Isla del Sol. Dom Faustino é uma pessoa muito simples e humilde e de uma espiritualidade muito avançada e possuidor de uma força xamânica incrível. Só em estar em sua presença é possível sentir estímulos do mundo espiritual por todo o ambiente onde ele se encontra. Ele havia sonhado com minha chegada na noite anterior e já sabia que esta visita fora no intuito de receber a iniciação da Leitura do Oráculo da Mama Coca, e receber assim a sabedoria e aprendizado do espírito da planta mais sagrada dos Andes, para curar pessoas e realizar previsões. Dom Faustino nos recebeu muito bem e como de costume pitamos nosso cachimbo sagrado, onde conversamos por algum tempo. Em seguida ele abriu o Oráculo da Mama Coca para saber se estávamos ou não preparamos para receber a medicina da folha da coca. O destino mais uma vez reforçou minha intensão e o espírito da Mama Coca aceitou meu pedido para receber seus ensinamentos.
Dom Faustino então fez uma introdução sobre a medicina da Mama Coca e solicitou que visitássemos o Calvário, ao meio dia em ponto, no alto da ilha, local dedicado a realização de oferendas, para realizarmos uma oferenda ao espírito da folha da coca, por gratidão e humildade. Meio-dia em ponto já estávamos lá para experimentarmos esta sagrada ocasião. Preparamos a oferenda e realizamos em seguida nosso segunda cerimônia com Ayahuasca. O Calvário, certamente é o ponto mais forte da Isla del Sol, percebemos a presença de muitos espíritos guardiães neste local, que já estavam a postos para nos receber. Entramos no círculo de pedras que demarca o local das oferendas e começamos nossa cerimônia. A experiência vivida foi uma das mais profundas que já passei, existe um portal de poder dentro deste círculo, que ao atravessar, nos permite visualizar os demais portais que pairam sob a superfície do lago sagrado. Realizamos a cerimônia como de costume, com ícaros e cânticos de poder, em gratidão ao espírito da Mama Coca, da Pachamama, do Grande Espírito, dos Achachilas, de nossos guias e mentores espirituais e ao Cóndor que nos guia, nesta peregrinação de poder.
A cerimônia de Tiwanaku foi um cartão de boas vindas aos Andes, mas esta no Calvário da Isla del Sol, definitivamente foi a mais profunda que já havia experimentado nas alturas. Após a oferenda, sentamos em círculo e passamos a observar o horizonte, onde através da força da Ayahuasca era possível não apenas visualizar os portais presentes no lago Titikaka, como também, visualizar os símbolos de pura geometria sagrada que se formavam na superfície do lago. Antes de existir o lago possuia uma cidade tiwanaku abaixo do lago. Esta cidade era considerada uma rota de peregrinação para muitos curandeiros, xamãs e buscadores em direção a Machu Picchu, muitos templos foram construídos em adoração a Pachamama (Mãe-Terra) e a Pachatata (Pai-Terra), assim como alguns pontos de poder onde celebravam a passagem das estações e festividades importantes. Com o descongelamento de muitas montanhas que formam a Cordilheira Real, uma camada de montanhas próxima ao lago Titikaka, esta cidade acabou desaparecendo e dando lugar ao maior lago navegável do mundo acima de 3.200 m de altitude. Quem visita turisticamente a Isla del Sol não consegue visualizar o poder desta região, apenas através de um mergulho profundo na espiritualidade andina torna-se possível visualizar e compreender este sagrado contexto, coberto pela civilização pós-hispânica, que infelizmente colaborou com a perda dos costumes e prática espiritual dos Andes, após à chegada dos colonizadores espanhóis. Após a cerimônia no Calvário descemos para o vilarejo chamado Yumani, onde estávamos alojados, almoçamos e às 17h fomos ao encontro de Dom Faustino, para continuarmos o treinamento do Oráculo de Leitura da Mama Coca. Foram horas de muita sabedoria e prática, terminando tarde da noite. O dia tinha sido intenso e estávamos exuastos após o treinamento, retornamos para o alojamento e dormimos por longas horas.
14/12/2007
Acordamos e tomamos um café da manhã reforçado, pois teríamos novamente que pegar nossas pesadas mochilhas e descer os 400 m de altitude até a superfície do lago, onde uma embarcação nos esparava para nos levar de volta à Copacabana. A primeira embarcação sairia apenas às 10:30h da manhã, mas tivemos sorte, pois uma embarcação privada apareceu às 8:30h e nos ofereceu carona. Chegamos mais cedo na cidade e tivemos tempo de comprar os bilhetes para Cusco, Perú, que sairia às 13:30h, tempo suficiente para acessar a Internet, ler nossos emails e ligar para o Brasil. Às 13:30h em ponto o ônibus lotado de estrangeiros partiu de Copacabana, foram horas bem cansativas, mas a paisagem andina fez com que relaxássemos. O ônibus parou na cidade de Puno, no Perú (3 horas de Copacabana) para fazer uma conexão com outro ônibus, onde em seguida partimos para Cusco, mais seis horas de viajem. Chegamos em Cusco por volta da meia-noite e nos encaminhamos para o Hostal Girasoles, próximo a Plaza de las Armas, região central de Cusco, onde nos acomodamos e dormimos.
15/12/2007
Aproveitamos o dia inteiro para descansar e passear pelas vielas da cidade cusquenha, visitando seus casarões coloniais e lojas de artesanatos. Cusco é uma cidade muito aconchegante e bonita, retrato das cidades do interior da Espanha, onde apenas um único carro pode passar em uma única mão pelas apertadas vielas da cidade. Na praça central da cidade, conhecida como Plaza de Las Armas, existe também a principal catedral católica de Cusco, toda construída de pedras; nas noites suas escadarias transformam-se no palco de encontro de muitos jovens estrangeiros que visitam a cidade e diversos restaures e bares cercam a Plaza de las Armas. Cusco é uma cidade bem turística, o que torna sua estadia mais cara, como se estivesse em uma cidade grande no Brasil, como Rio de Janeiro ou São Paulo.
Aproveitamos o dia também para comprar os bilhetes de trem para Machu Picchu, que sairia às 7h da manhã do dia seguinte. No Perú existe apenas uma única compania ferroviária, o que monopoliza 100% o setor. As passagens não são muito baratas e para viajar mais barato é necessário comprar as passagens antecipadamente e partindo no primeiro horário do dia. Saindo de Cusco para Machu Picchu às 7h o valor da passagem de ida e volta custa US$ 73 (setenta e três dólares) em outros horários custará acima de US$ 100 (cem dólares). Outra opção para ir a Machu Picchu seria pegar um ônibus na rodoviária de Cusco até Ollantaytambo, únicas ruínas ainda habitadas nos Andes. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Chegando a Ollantayambo é possível pegar um trem direto para Machu Picchu ao custo de US$ 49 (quarenta e nove dólares).
16/12/2007
Acordamos cedo e fomos direto para estação ferroviária de Cusco. Conforme o programado partimos às 7h, viajem que durou quatro horas, de Cusco a Machu Picchu. Chegamos cedo em Águas Calientes, vilarejo que está nos pés da montanha sagrada de Machu Picchu. Águas Calientes está a 7 km das ruínas e é uma vila de moradores muito simpática e humilde. Chegamos e nos acomodamos no Hostal Águas Calientes e em seguida almoçamos, na praça central do vilarejo há o Centro Cultural Machu Picchu, onde é possível comprar os ingressos de entrada para as ruínas, ao preço de 120,00 soles (moeda do Perú) por pessoa, estudante paga meia entrada. Jantamos e voltamos para o Hostal para descansar.
17/12/2007
Acordamos às 6h da manhã e partimos em direção à Montanha Velha, que no idioma quéchua (um dos dialetos mais falados nos Andes), significa Machu Picchu. Algumas horas à frente finalizaria nossa Peregrinação de Poder "A Busca da Visão do Cóndor" 2007 nos Andes. De Águas Calientes para Machu Picchu existe a possibilidade de ir de micro-ônibus, com ar-condicionado, pagando US$ 12 (doze dólares) de ida e volta ou escolher subir a montanha sagrada à pé. Fazia parte da peregrinação subir a pé, e assim o fizemos. No pé da montanha há uma capela, onde paramos e dedicamos alguns minutos de oração à Pachamama e ao Grande Espírito, por estarmos concluindo nossa peregrinação. Deste ponto em diante subimos em total silêncio, entoando mantras e recebendo os estímulos do espírito da montanha sagrada, e ao mesmo tempo extaseados com a energia da montanha e de seus moradores ancestrais. A subida é bem íngreme, e necessita que se masque bastante folha de coca para prosseguir. Do pé da montanha ao topo demoramos uma hora e meia para chegar. Ao chegar descançamos o suficiente para entrarmos nas ruínas e concluir nosso propósito. Ao entrar nas ruínas e contemplar as primeiras paisagens de Machu Picchu, é como receber um choque de mil volts no espírito. Existe uma força inigualável nesta cidade sagrada, construída radiestesicamente, aqui é possível compreender na totalidade o que de fato significa a palavra ENERGIA. Machu Picchu é cercada por diversas montanhas e em seus pés circula o sagrado rio Urubamba, de onde perfeitas irrigações levavam água para o alto, através de meios e máquinas que até hoje a ciência busca compreender. Ao som da flauta meditávamos na linda paisagem nas alturas de Machu Picchu, enquanto aproveitava para fazer uma filmagem de 360 graus do energético panorama destas ruínas de poder. Em seguida, adentramos um bosque, já no alto da montanha e próximo às ruínas, para realizarmos então nossa cerimônia final e oferenda ao Espírito da Pachamama e do Sagrado Cóndor dos Andes. Enquanto fazíamos a oferenda, cantávamos felizes e orgulhosos por termos alcançado o objetivo desta Peregrinação de Poder. Celebramos a Ayahuasca e partimos para Caminhar em Beleza, visitando as principais ruínas de Machu Picchu, onde de longe avistáva-se Wanna Picchu, a montanha que forma a cidade sagrada dos Incas junto com Machu Picchu. Cada ruína possui uma vida, uma história, uma mensagem deixada pelos ancestrais desta cidade sagrada. Em cada passo uma voz, em cada vista um aprendizado, a montanha conversa com a gente, canta seus ícaros melodiosos em conjunto com o vento, as árvores e os animais que ali vivem. Cada som, cada barulho, estabelecia um diálogo conosco. Passamos um bom tempo caminhando e depois sentamos e meditamos por um longo período. Só agradecendo, agradecendo e agradecento!!!
Neste momento de gratidão aparecia o Cóndor que me segue, os mentores e espíritos guias que me orientam e a imagem do Senhor Shiva Shankara sorrindo para mim!!! Esta peregrinação foi mais do que um resgate, foi uma conexão direta com o Mundo de Cima, com os espíritos ancestrais, através da energia do Cóndor. Foi difícil nos desperdirmos das ruínas, mas tínhamos que descer, estávamos muito felizes, mas também muito cansados fisicamente. Ao descer pegamos o micro-ônibus e pagamos US$ 6 (seis dólares) por pessoa. Chegando em Águas Calientes aproveitamos para relaxar por umas merecidas horas no Clube de Águas Termais do vilarejo, com algumas piscinas naturais e quentes, o que originou o nome do vilarejo, Águas Calientes. Lá encontrei com outro grande amigo xamã, o Carlito, que em seu tempo vago gerencia o bar/restaurante do clube. Matamos a saudade e conversamos por um longo período sobre nossas experiências xamânicas, onde em seguida retornamos para o
hostal e dormimos.
18/12/2007
Acordamos cedo e organizamos nossas mochilas para retornar para La Paz, Bolivia, de onde partiríamos para o Brasil. Durante a manhã saímos para comprar artesanatos no mercado central de Águas Calientes, onde é possível encontrar objetos muito bem feitos e peças únicas, diferente da arte boliviana. Almoçamos e às 17h partimos de trem em direção a Cusco, onde chegamos às 21h. Chegamos em Cusco e só tivemos tempo mesmo de nos dirigimos para a rodoviária, onde às 22h pegamos o ônibus pela Viação Litoral direto para La Paz.
19/12/2007
O ônibus chegou às 12:30h em La Paz. Retornamos para o Hostal Copacabana e saímos para fazer compras. Visitamos tendas de curandeiros, lojas de artesanatos, roupas e instrumentos. Compramos de tudo um pouco, palo santo, ervas andinas que não se encontram no Brasil, objetos sagrados, penas de cóndor, presentes e bastante instrumentos. Voltamos para o Hostal, jantamos e dormimos.
20/12/2007
Acordamos tarde, por volta das 10h da manhã, ficamos no Hostal e realizamos uma pequena reunião final, mais uma vez saímos para fazer compras e visitar os últimos pontos de La Paz antes da viajem para São Paulo. Almoçamos tarde e ao retornar já estava na hora de ir para o aeroporto e voltar para o Brasil. Eu acabei ficando em La Paz até o dia 31/12/2007, pois ainda tinha que visitar a montanha sagrada de Chacaltaya e o Valle de La Luna. Me despedi no Hostal dos que retornariam e dei por encerrado a Peregrinação de Poder "A Busca da Visão do Cóndor" 2007 nos Andes.
Em 2008 retornaremos novamente, em mais uma Peregrinação de Poder, você que não foi terá a oportunidade de ir conosco e vivenciar de perto a força dos andes, através de caminhos secretos e rituais ministrados por xamãs.
Para obter maiores informações sobre a Peregrinação de Poder para os Andes 2008, clique aqui!
Jaya Ahhhhooowwwwwwwwwwwwww!!!
Gratitud Pachamama, Gratitud Espíritu Sagrado del Cóndor, hasta 2008!!!
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 Akaiê Sramana * Não deixe de acessar a biografia de Akaiê Sramana.
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