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  Glossário

Aqui você encontrará um glossário de termos, palavras e acrônimos utilizados no site FabianoCarneiro.com.br.

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Letra X
 Xamã
A palavra xamã advêm da palavra em sânscrito sramana, que significa: "Senhor do Êxtase" ou "Homem inspirado pelos espíritos" - usada para definir aquele que se dedica à alquimia, filosofia, astrologia, meditação, yoga, espiritualidade, cura e passa a ser o interlocutor entre homens e deuses, uma ponte entre o visível e o invisível.

O xamã é um ser sem regras, não sabe o que vai encontrar em seu caminho. Cada dia, cada momento vive para descobrir o maravilhoso e o horripilante. De uma ou de outra forma sabe que ambas são faces de sua própria visão. Não se apega porque sabe que tudo muda, que tudo é impermanente e se deleita com o desconhecido. O tédio não é parte de sua vida... Seu corpo é frágil porque lida com forças terríveis e magnificentes.

Observa o universo como seu Pai e a Terra como sua Mãe.

Vive em completo desapego, até o ponto de ser odiado... Odiado por não dar importância ao que os demais dão importância. O xamã sabe e só sorri, só olha, só observa.

O xamã é produto do amadurecimento de um coração. Do amadurecimento do espírito. Somente um coração maduro entra no caminho do xamã e, uma vez que se entra, se dá conta de que o mesmo caminho, cedo ou tarde, fará com que seu coração desapareça na imensidão do coração desse maravilhoso universo.
 Xamânico
Referente a Xamã.
 Xamanismo
Desde o início do século, os etnólogos se habituaram a utilizar como sinônimos os termos xamã, medicine-men, feiticeiro e mago (e também pajés e curandeiros) para designar certos indivíduos dotados de prestígio mágico-religioso encontrados em todas as sociedades "primitivas". Por extensão, aplicou-se a mesma terminologia ao estudo da história dos povos "civilizados" e falou-se, por exemplo, em xamanismo indiano, iraniano, germânico, chinês e até babilônico para referir-se aos elementos "primitivos" encontrados nas respectivas religiões. Por várias razões, tal confusão só pode prejudicar a compreensão do fenômeno xamânico em si.

Se por "xamã" se entender qualquer mago, feiticeiro, medicine-men ou extático encontrado ao longo da história das religiões e da etnologia religiosa, chegar-se-á a uma noção ao mesmo tempo extremamente complexa e imprecisa, cuja utilidade é difícil perceber, visto já dispormos dos termos "mago" e "feiticeiro" para exprimir noções tão díspares quanto aproximativas, como as de "magia" ou "mística primitiva".

Considera-se útil o uso dos vocábulos "xamã" e "xamanismo", justamente para evitar equívocos e enxergar com clareza a própria história da "magia e da "feitiçaria". Pois - é preciso deixar claro - o xamã é, ele também, um mago e um medicine-man: a ele se atribui a competência de curar, como aos médicos, assim como a de operar milagres extraordinários, como ocorre com todos os magos, primitivos e modernos. Mas além disso, ele é psicopompo e pode ainda ser sacerdote, místico e poeta. Na massa indiferenciada e "confusionista" da vida mágico-religiosa das sociedades arcaicas considerada em seu conjunto, o xamanismo - tomado em seu sentido estrito e preciso - já apresenta uma estrutura própria e revela uma "história" que é da maior utilidade esclarecer.

O xamanismo strictu sensu é, por excelência, um fenômeno religioso siberiano e centro-asiático. A palavra chegou até nós através do russo, do tungue saman. Nas outras línguas do centro e do norte da Ásia, os termos correspondentes são o iacuto ojun, o mongol bügä, bögä (buge, bü) e ugadan (cf. também o buriate udayan e o iacuto udoyan, a "mulher-xamã"), o turco-tártaro kam (altaico kam, gam; mongol kami etc.). Tentou-se explicar o termo tungue a partir do páli sramana.

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